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Sarna em Cachorro: Quais as Mais Comuns

Sarna em cachorro pode ser transmissível para humanos. São muito comuns em qualquer região do planeta, e o Brasil não foge à regra.

Abaixo vamos falar sobre os principais tipos encontrados no Brasil.

Sarna Sarcóptica em cachorro

A sarna sarcóptica em cachorro é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var canis, sendo uma doença altamente contagiosa. Os ácaros são bastante específicos com relação ao hospedeiro (o cão), mas outros animais (incluindo pessoas) que entram em contato com cães infestados também podem ser afetados. Esta é, portanto, um dos tipos de sarnas transmissíveis entre animais e humanos.

Os ácaros adultos têm 0,2 a 0,6 mm de comprimento e forma circular, sua superfície é coberta por pequenos espinhos triangulares e eles têm quatro pares de pernas, mas fêmeas são quase duas vezes maiores que os machos. Todo o ciclo de vida (17 a 21 dias) é gasto no cão. As fêmeas cavam túneis no estrato córneo para pôr ovos.

A sarna sarcóptica é facilmente transmitida entre os cães por contato direto, mas transmissão por contato indireto também pode ocorrer. Os sinais clínicos podem se desenvolver a qualquer momento, de 10 dias a 8 semanas após o contato com um animal infestado, mas portadores assintomáticos podem existir.

Prurido intenso é característico e provavelmente devido à hipersensibilidade aos alérgenos dos ácaros. As lesões primárias consistem em erupções papulocrustosas, com crostas espessas e amarelas, escoriações, eritema e alopecia, mas devido ao prurido, podem ocorrer infecções secundárias por bactérias e leveduras. Normalmente, as lesões começam no abdômen ventral, tórax, orelhas, cotovelos e jarretes e, se não tratadas, tornam-se generalizadas.

Cães com doença crônica generalizada desenvolvem seborreia, espessamento severo da pele com formação de dobras e crostas, linfadenopatia periférica e emaciação. O diagnóstico é baseado na história de prurido grave de início súbito, possível exposição e envolvimento de outros animais, incluindo pessoas. Fazer um diagnóstico definitivo às vezes é difícil por causa de raspados de pele falso negativos.

Sarna Otodécica em cachorro

Os ácaros de Otodectes cynotis são uma causa comum de otite externa, e é um dos tipos de sarna de cachorro e de gato, mas ocorrem principalmente em gatos. Os ácaros pertencentes à família Psoroptidae são geralmente encontrados nos canais auditivos verticais e horizontais, mas também são vistos ocasionalmente no corpo.

Os sinais clínicos incluem sacudir a cabeça, coçar continuamente os ouvidos e inclinar os ouvidos. O prurido é variável, mas pode ser grave. Acúmulo de cerume marrom escuro no ouvido e otite externa supurativa com possível perfuração da membrana timpânica pode ser observado em casos graves, então animais afetados e em contato devem receber tratamento parasiticida apropriado nos ouvidos. Como regra geral, a limpeza da orelha com um agente ceruminolítico apropriado é indicada com qualquer terapia.

Esta é um dos tipos de sarnas não transmissíveis entre animais e humanos.

Demodicose Canina

A demodicose canina ocorre quando um grande número de ácaros Demodex canis habita folículos capilares e glândulas sebáceas, mas em pequenos números, esses ácaros fazem parte da flora normal da pele canina e geralmente não causam doenças clínicas. Os ácaros são transmitidos para os filhotes durante a amamentação, nas primeiras 72 horas após o nascimento, e passam o ciclo de vida inteiro no hospedeiro.

A patogênese da demodicose é complexa e não completamente compreendida, mas a evidência de predisposição hereditária para a doença é forte. A imunossupressão, natural ou iatrogênica, pode precipitar a doença em alguns casos. Podem ocorrer foliculite bacteriana profunda secundária, furunculose ou celulite. Três formas de demodicose são observadas em cães:

  • localizada é observada em cães com idade inferior a 1 ano e a maioria desses casos se resolve espontaneamente;
  • generalizada de início juvenil é o resultado de um defeito imunológico herdado com anormalidade funcional associada ao sistema imunológico mediado por células, sendo uma doença grave de cães jovens com lesões generalizadas como eritema, pápulas, alopecia, seborreia oleosa, edema, hiperpigmentação e crostas, que então são agravadas por infecções bacterianas secundárias;
  • generalizada para adultos é clinicamente semelhante à demodicose generalizada para jovens, mas é observada em cães adultos, sendo geralmente associada ou desencadeada por algum processo neoplásico ou doença debilitante que pode estar produzindo imunossupressão, como linfossarcoma maligno.

Fonte:

DRYDEN, Michel W. Mange in dogs and cats. Merck Manual: Maio de 2015. Disponível em: Acesso em: 11 de maio de 2020.

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