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Comportamentos sociais em cães

Para entendermos os comportamentos sociais dos cães devemos falar um pouco sobre os lobos. O cão se originou do lobo cinzento provavelmente entre 12.000 a 14.000 anos atrás, mas as origens da domesticação podem remontar a 30.000 anos atrás. Estudos científicos sobre o comportamento de lobos selvagens estabeleceram que a matilha de lobos é na verdade uma unidade familiar, com os pais adultos guiando as atividades do grupo. 

Já a comunicação e os relacionamentos entre os lobos são estabelecidos por meio de uma linguagem de sinais visuais, como por exemplo posturas corporais, expressões faciais, posição da cauda e das orelhas e piloereção, sinais de vocalização e sinais de cheiro, como aromas e feromônios. 

Comportamento canino

No entanto, a domesticação e a criação seletiva levaram a extensas variações não apenas do lobo para os cães, mas também entre as raças de cães. A morfologia dos indivíduos, as características de raça, temperamento, problemas de comportamento e sinalização social, são alguns exemplos. Huskies, por exemplo, mantêm a maior parte do repertório de sinalização social dos lobos.

Desta forma, pode ser difícil tanto para cães quanto para as pessoas compreenderem os sinais expressados por outros cães, visto que cada raça apresenta suas variáveis. 

A hierarquia em cães não é estática nem linear. A relação entre dois indivíduos em cada encontro é definida pela motivação para obter e reter um recurso específico e por aprendizagens anteriores. A estabilidade é mantida pelo respeito ao superior, e não por comportamentos engajados em conflitos. 

Os relacionamentos com as pessoas não são estabelecidos por sinalização social dominação – submissão, mas são resultado da genética, do manejo precoce e da socialização e são moldadas pelo aprendizado e suas consequências. 

Cães evoluíram para conviver com humanos

Cães adquiriram uma habilidade e prontidão para responder ao comportamento humano não encontrado nos lobos, mesmo que o filhote de lobo seja criado e socializado à mão, mas, por outro lado, os donos de cães devem aprender a ler a sinalização visual e vocalização canina para entender quando os cães querem se envolver e quando não querem, assim como treinar e recompensar o relaxamento e modificar com segurança e efetividade comportamentos temerosos e agressivos.

Socialização dos filhotes é fundamental

Veterinários devem atuar no sentido de garantir que o cão recém introduzido em sua família humana comece bem. Para os filhotes, isso inclui conselhos sobre socialização, comportamentos caninos normais, como por exemplo saltar, morder, eliminar, e como eles podem ser gerenciados. Informações sobre um ambiente doméstico que forneça saídas atraentes, mas seguras, para todas as necessidades comportamentais do cão, como por exemplo, mastigar, jogos sociais, jogo com objetos e descanso, assim como orientações sobre comunicação canina e princípios de aprendizado do treinamento baseados em reforço, são de suma importância. O objetivo deve ser sempre reforçar comportamentos desejáveis ​​e ignorar ou impedir comportamentos indesejáveis. 

Os comportamentos orais são um problema comum, porque os filhotes têm uma necessidade comportamental de exploração e brincadeira. Portanto, o fornecimento de atividades sociais construtivas que não incluem morder ou morder as pessoas, como andar e correr, perseguir, esconder e procurar, brincar com outros cães e treinamento com recompensas, dá ao cão algo positivo sobre o qual focar. O uso de guias também é uma opção para melhor controle da cabeça e do focinho. 

Quando o filhote não puder ser efetivamente supervisionado, a casa deve ser montada para garantir o sucesso da jornada. Nesta situação, fornecer ao cão opções de brincadeiras e distrações previne comportamentos indesejáveis. Dar ao cão o controle para fazer suas escolhas reduz sua incerteza e ansiedade. Proporcionar espaço e segurança é fundamental. 

Adote uma rotina diária

Adote uma rotina diária que atenda às necessidades sociais e físicas do cão, seguidas de sessões de desatenção, com o cão limitado ao seu espaço, durante as quais o cão tem a oportunidade de tirar uma soneca e descansar. Ao limitar o cão ao seu espaço durante esses períodos de desatenção, ele aprende a passar mais tempo sozinho, evitando, por exemplo, a ansiedade da separação. 

Um comportamento indesejável pode, alternativamente, ser evitado através do gerenciamento ambiental, como, por exemplo, o uso do portão infantil. Castrar os machos também pode ajudar a prevenir comportamentos influenciados pela testosterona, como marcação de urina.

Referência:

LANDSBERG, Gary M; DENEMBERG, Sagi. Social behavior of dogs. Merck Veterinary Manual: Maio de 2014. Disponível em: <https://www.merckvetmanual.com/behavior/normal-social-behavior-and-behavioral-problems-of-domestic-animals/social-behavior-of-dogs> Acesso em: 22 de maio de 2020.

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